Nova geração do esporte chega forte e brilha no Sol Sertões Kitesurf
A base vem forte. A frase normalmente associada ao futebol serve perfeitamente para o cenário do kitesurf brasileiro. Se hoje a realidade é de títulos e participações de destaque no circuito internacional, as novas gerações têm tudo para manter esse protagonismo, como mostra a quinta edição do Sol Sertões Kitesurf. A categoria Pro Júnior não só registra aumento no número de inscritos (11 ao todo) como ganhou uma versão feminina e uma divisão Sub-11. Mesmo com muito a aprender e viver no esporte, meninos e meninas mostram desempenho de gente grande.
O caçula da turma é Luccas Branco Maciel, o Luquinhas. Com apenas 9 anos, o velejador de São João da Barra, norte do estado do Rio, já vai para o quinto ano de velejo. A estreia no Sol Sertões Kitesurf veio em 2022, sempre sob o olhar atento do pai, também Luccas. “Meu ano está sendo muito legal. Aqui é bom ver tantos meninos competindo, dá um ânimo a mais”, diz o pequeno, que lidera a Sub-11.
O pai faz questão de destacar o papel do Sol Sertões Kitesurf para ajudar a revelar os talentos do futuro. “O Luccas mostrou que é possível começar bem cedo. A nossa bandeira é que haja espaço para mais crianças se juntarem ao esporte; é importante que elas tenham oportunidades para que o show não pare. Hoje nós temos vários atletas de ponta, mas é preciso pensar no amanhã”.
Um amanhã que já começa a se desenhar como mostra o título mundial Sub-16 da Freestyle conquistado mês passado por Pedro Morais. O cearense, campeão da Pro Júnior em 2024, se originou no projeto Juvenil Kite Cumbuco, mantido pelos pais e que busca oferecer espaço e estrutura a jovens da região. Kauan Grubert é outro exemplo. Também do Ceará, ele estreou no primeiro Sertões Kitesurf (2021) e mostra toda a sua evolução. Além de liderar a disputa deste ano, ele tem sido constantemente o mais rápido do pelotão que conta também com as categorias Master, Gran Master e Adventure.
Entre as meninas, a piauiense Cristielly Lopes desponta como grande promessa. Ela é formada pelo projeto social Vivo, de Barra Grande, que revelou atletas como Bia Silva, pódio em mundiais. Assim como a conterrânea, a atleta de 16 anos tem feito bonito. Venceu um dos desafios classificatórios para o Sol Sertões Kitesurf e comanda a classificação da Pro Júnior Feminino como a melhor nos três dias. “Comecei no projeto com oito anos e, aos nove, estava velejando. São cerca de 300 meninos e meninas, tive a chance de aprender e agora estou aqui, competindo e tentando avançar, evoluir e ser melhor a cada dia”.